segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mitologia e as varias tentativas de descobrir o universo




Desde a época em que a humanidade tornou-se consciente, ela tenta compreender o universo e todos os mistérios que o cercam. Antes da ciência, o homem buscava explicações para o desconhecido de forma óbvia e baseados na intuição. Tudo aquilo o que não se podia explicar era atribuído aos deuses através da “divinização da natureza”. É conhecido como “Deus das lacunas”, que entra exatamente para “explicar” o inexplicável.
Por exemplo: na mitologia grega acreditava-se que o que fazia o sol atravessar o céu do leste para o oeste todos os dias era uma carruagem, dirigida pelo deus Hélio. Se vivêssemos naquela época possivelmente  acreditaríamos piamente nesta versão, pois ela fazia sentido.
Segundo dados a Terra tem aproximadamente 4 bilhões e meio de anos. A vida surgiu em 3 bilhões e meio e era composta por bactérias unicelulares. Somente a 500 milhões de anos as bactérias descobriram a fotossíntese, transformando a luz do sol em energia e gerando grande quantidade de oxigênio, revolucionando completamente a atmosfera da terra. A partir daí a evolução foi rápida e novas e complexas formas de vida surgiram até chegarmos ao insaciável questionador homo sapiens.
A cerca de 400 anos surgiu a ciência e, desde então, a versão do sol sendo carregado já não é mais aceita. Hoje sabemos que o sol não se move e que na verdade é a Terra quem gira ao redor dele e de si mesma. A ciência serve para que possamos compreender o mundo e responder questões baseados no conhecimento lógico e racional e não apenas no misticismo.
Ainda assim, conforme relatei em outro artigo, ela é inexata e não funciona com verdades absolutas simplesmente porque está em constante evolução.
Até o final do século XIX achava-se que o átomo era indivisível, hoje já se sabe que ele é formado por partículas ainda menores chamadas prótons, nêutrons e elétrons. E o que vem a seguir? Será que estas partículas são indivisíveis? É impossível saber até que se tenha a tecnologia suficiente já que, quanto menor o tamanho da partícula, maior deve ser a energia para rompê-la.
E é ai que chegamos ao recém-descoberto “Bóson de Higgs”, mais poeticamente chamada “Partícula Deus”.
Ví uma interessante entrevista dum cara chamado Marcelo Gleiser, um dos físicos mais importantes do Brasil, professor duma conceituada universidade americana e autor de 7 livros.
Segundo ele, esta partícula pode ser considerada a maior descoberta da ciência dos últimos 30 anos e um passo importante na busca pela compreensão da origem do universo. Essa partícula fica exatamente no limiar entre a matéria e a energia e o papel dela seria justamente o de dar massa a tudo o que existe. Mesmo preenchendo esta lacuna, as milhares de novas questões levantadas por esta descoberta darão continuidade a eterna busca do homem pelo entendimento acerca dos mistérios que permeiam o universo.
São tantas novas perguntas que somos obrigados a aceitar que algumas lacunas jamais serão preenchidas e, por isso, precisamos ter fé e agir baseados na ética, no bom senso e respeito a todas as formas de vida, pois se há um lugar onde Deus se manifesta é exatamente onde nos deparamos com as questão que nos permanecem sem respostas.

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